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Na dúvida, não compre uma casa


24/jul/2017 | Anielle Casagrande | # | Comente!

Sei que meus textos mais lidos nesse blog justamente os sobre minha reforma e mudança, mas justamente por isso resolvi escrever este novo texto agora. Muitas pessoas se empolgam com a compra de um imóvel, principalmente quando ele se encaixa nos sonhos. Fazem um esforço aqui e outro ali para dar tudo certo. Mas estou aqui pra contar as partes ruins, que nem sempre a gente consegue enxergar quando está empolgado.

Se eu não conseguir pagar?

A primeira coisa que você precisa pensar, é que talvez surjam dificuldades para você continuar pagando suas prestações. Se ficar desempregado ou doente, vai ter que pedir ajuda financeira para algum parente e vai ganhar uma gastrite de brinde. Estou nessa fase (obrigada, mãe), mas sem a gastrite, ainda bem. Mas e se você não tiver um parente que te ajude? E se não achar outro emprego logo? E se a doença for sem cura?

O que eu faria com esse dinheiro

A segunda coisa que quero falar, quase aos prantos – brincadeira – é para você pensar em tudo que poderia fazer com esse dinheiro, se continuasse morando de aluguel ou de favor. Sei que morar na própria casa é bacana e tal, mas vale mesmo todo o esforço? Faça as contas e veja a economia que morar em outro lugar representa.

Novamente, vou falar sobre meu caso. Antes de entrar nessa dívida (e ficar doente…), eu morava na casa da minha mãe, que mudou de país e me deixou morar em sua casa na faixa (obrigada, pela segunda vez neste texto, mãe). Meus gastos eram na casa de 500 reais. Dava pra ser bem feliz com o resto e ainda planejar ter um filho. Atualmente moro no meu apartamento na mesma quadra, no centro de Curitiba, e meus gastos são na casa de 3.000 reais por mês.

Desde que fiquei doente e tive que parar de trabalhar, obviamente desisti de ter um filho. E de quebra não tem um dia que eu não durma pensando em tudo que faria com esses 2.500 reais a menos por mês. Ou pior: sonhando em tudo que faria com 30.000 reais por ano. Pra não  falar de quase 70.000 de FGTS. Talvez eu não ficasse tão preocupada por estar doente e ter saído do meu emprego em dezembro? Talvez eu tivesse tido um filho? São muitos “talvez” e apenas uma certeza: na dúvida, não compre uma casa.

Leia também: em defesa do aluguel.

 

Artista: André Dahmer

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